Quartzitos e arenitos de origem e tempos distintos se fundem num grande mosaico. A erosão se encarrega de esculpir depressões e curvas de diferentes ordens no conglomerado do Serrano.
Inspirada na paisagem característica do leito do rio Lençóis, na Chapada Diamantina, Jacqueline Terpins cria o vaso e o centro Serrano em cristal. Transgride os caminhos naturalmente indicados pela matéria em seu estado incandescente e conforma a peça com desvios de movimentos bruscos, provocando reentrâncias profundas por meio de ferramentas de aço. As intempéries sofridas e registradas pelas pedras ao longo do tempo são representadas pela técnica vidreira craquelê que percorre parte da superfície da peça.